quarta-feira, 26 de setembro de 2012

presença física
toque -
  toque -
quem é? -

  -
a voz que escuto pelo celular -
  é a imagem que eu construí? -

-
abrace, me abrace -
  é a brasa que eu mesma esquentei -
que agora faz a ordem de estabelecer -

-
apresente pra mim essa tal de presença -
  -

é o ser -
  é o estar -

  -
destarte, são os petiscos de uma existência compartilhada.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

céu é tão só

a palavra céu é tão parecida com só - céu-só-só-céu - unipresente céu, grandiosamente só. eu que tanto quis ser dois aprendo que para isso preciso mais do que nunca saber o que é ser um. Amar é tão solitário. cada segredo compartilhado perde a aura secreta e verdadeira, se torna uma interpretação de uma paranóia. O mar é destino dos olhos iludidos com sua união com o céu. amar união com si só. O desafio é descobrir como surge a mágica de conhecer sua solidão no outro, rir pra ela, se identificar com seus segredos e chamar isso de amor. Os últimos meses têm sido tão solitários e tão completos. Me deparando comigo mesma no corpo em que não ocupo. acreditando baixinho na comunicação que não usa palavras. depois daquele momento inicial de empolgação com o belo oceano, é hora de preparar os equipamentos de mergulho. se inspirar e ir fundo.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

maio sempre marca seja em uma maca ou em outra cama é esse desmaio que sempre me acorda motiva pra sonhar com oq vem a seguir fechando aquele abril que ficou pra trás. mas esse maio tem um sabor diferente sabor de vida adulta de vida conjunta de planos pra dois. pois, é.. mês de maio nunca tão doce aparecestes nunca tão rápido me levastes pra dentro de ti, pra respirar esses 31 dias santos.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

tanto a se conquistar lá do lado de fora, e eu aqui sem quiçá sair da cama.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

itamar assumpção veio me visitar

persigo
perigo



não é amor exatamente
é identificação absoluta


perseguir
prosseguir






são paulo é outra coisa
coisa outrem

eu me persigo









eu preciso
eu persigo
eu perigo


eu até quando??

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

esses sintominhas de paixãozites sempre trazem o frescor de primeira viagem..

êê laia

é tão previsível quanto o sorriso que chega junto com o som da buzina do seu carro









ÊláVamosNós

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Nado livre

Minha nega foi comprar cigarros e nunca mais voltou. Investigando seus rastros descobri que antes da fuga, ela, que passara a noite mexendo no meu computador, deixou uma página aberta:

http://colunistas.ig.com.br/obutecodanet/2011/12/27/as-mais-legais-obras-de-arte-urbana-espalhadas-pelo-mundo/


Será que ela foi riscar o mundo por aí?


Eu lembro dela cantando "O que não rola cria limo, Olho vivo e Faro fino"

êê nega, quando voltar não esquece dos cigarros.


Minha negação foi riscar o mundo, a afirmação sugeriu uma folha em branco. Nega, branca, colorida. Minha nega gosta muito de parecer preocupada com o mundo, ela sempre assina todos os baixa-assinados que enviam pra ela. Minha nega fica com a cabeça por aí, pelo mundo...








Nega, foca aqui. Toca ele não, nega.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

dia adia mais um dia, vai

-Vai, assume que você gosta do gosto..
-Eu gosto, assumo e defendo..
-Ah tá.. Defende?? Duvido.
-Vai, tira essa minha dúvida, você gosta mesmo?
-Você duvida?! Mas por quê? É só mais um gosto que eu gosto.
-Aham...não é de hoje que você tenta me convencer que no fundo só é mais um desgosto entre tantas opções disponíveis.
-Mas se o paladar condena esse gosto a ser diferente em cada língua, eu assumo que ser poliglota não muda o gosto as palavras.
-Não era exatamente aí que eu queria chegar com você, a primeira mordida tem o gosto da décima mordida de uma mesma cobaia?
-Um gosto, será que eu gosto de um mesmo gosto que você talvez nunca sinta?
-Sua dúvida do meu gosto só veio depois que provou, né?!
-Não, não fale isso sem provas! Quanto abuso! Me prova que eu gostei.
-Provo. Mas as provas não impendem o mau gosto de voltar à boca depois de tantas provas.
-CHEGA DE EXPERIMENTAÇÕES.
-É aprovado, assumido, defendido. Fim da linha.
-Confessa, vai..
-Confessar o que?
-Que essa história de gosto só veio para seguir uma trilha, perder um tempo, fingir um pouco, dar um gosto, adiar um posto que eu sei que mudou de rosto.

-NÃO

-Termina essa história com aquela história de que gosto não se discute.

-não

-o bom gosto sempre começa uma história.