Pra esse, não adianta nem convidar
Um passeio qualquer não vai aceitar
Olhando pra baixo ele acredita estar
Se prevenindo de infortúnios encontrar
Mas além disso ele carrega o mais forte
O cruel dos medos, o pior do que o da morte
O que anula suas vontades e desejos
Nada neste mar sem abraços e beijos
Ao fechar a porta pra si, pra existir
Deixa de arriscar e talvez até conseguir
Seus olhos baixos e o andar calado
De perto vejo um possível culpado
É difícil oprimir, rejeitar ou algo assim
Um moço que dirá perto do seu fim
Decepções, erros e acertos eu desconheço
Porque nessa vida eu parei no começo
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Série PRN-1
Em cima da colina existe uma casa
Um homem sentado brinda sem taça
É cercado de verde, verdade, idade
Acordado sente a mesma totalidade
Fechar os olhos pode ser fatal
Quando escurece sem madeira e sal
Os fantasmas trazem a dúvida
Que sobe o morro com sol ou chuva
O homem já esqueceu de seus brindes
Cerrando os olhos toma seus drinks
Ao pôr do sol a dúvida chega e se hospeda
Triste entrega seus planos e tudo que carrega
A casa da colina percebeu os olhos fechados
Era um dia qualquer de pisos manchados
Mostrou ao homem o segredo der alta e só
Desprendeu a certeza que guardava em meio ao pó
Como uma suave brisa do mar ela se espalhou
A certeza antes presa, espaço enfim encontrou
Os olhos do homem de espanto e alegria saltaram
E certamente nunca mais fecharam
Um homem sentado brinda sem taça
É cercado de verde, verdade, idade
Acordado sente a mesma totalidade
Fechar os olhos pode ser fatal
Quando escurece sem madeira e sal
Os fantasmas trazem a dúvida
Que sobe o morro com sol ou chuva
O homem já esqueceu de seus brindes
Cerrando os olhos toma seus drinks
Ao pôr do sol a dúvida chega e se hospeda
Triste entrega seus planos e tudo que carrega
A casa da colina percebeu os olhos fechados
Era um dia qualquer de pisos manchados
Mostrou ao homem o segredo der alta e só
Desprendeu a certeza que guardava em meio ao pó
Como uma suave brisa do mar ela se espalhou
A certeza antes presa, espaço enfim encontrou
Os olhos do homem de espanto e alegria saltaram
E certamente nunca mais fecharam
sábado, 2 de janeiro de 2010
2010
Estamos em 2010, a mudança de um ano pra outro sempre foi tão estranha pra mim, num dia estamos em 2009 então escurece ouvimos fogos e pronto agora estamos em 2010 uau. Posso continuar a expor todas lacunas que se abrem na minha mente nessa época, mas acho mais interessante o outro lado. Aquela parte que a gente entende, sente, come, compartilha. Passando a virada com amigos ouvindo músicas franco-germânicas ( eu vou pegar o Zé Dirceu) rs, reparei que naquele momento estávamos "no mesmo barco" nessa maré do tempo que independe da nossa vontade para prosseguir. Desejando coisas boas e tomando um pouco de chuva, ouço os brindes : que encaremos com coragem e bom humor cada onda mais forte que aparecer, que aproveitemos as marolas pra descansar, os tsunamis pra nos inspirar, que não temamos os possíveis balanços nesse barco, que nós sigamos juntos, que desejemos muito, e que continuemos a cada fim de ano esperar mais e mais do seguinte. Esperança, esperar, aguardar, ter fé... Na verdade não sabemos o que nos aguarda, e eu particularmente não faço muita questão de saber, são caminhos pra depois, escolhas do futuro, essa é a parte do ano que estamos nos acostumando a viver o futuro de ontem, é tudo mesmo bem rápido, mas vamos nutrir nossos desejos plantados com bastante amor e ter fé que vai dar certo, afinal, deve ser pra lembra disso que serve trocar de ano, pra não deixar a esperança enfraquecer.
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