domingo, 27 de junho de 2010

terça-feira, 15 de junho de 2010

nossa

nhêtsón.

blablablá


contentamento
descontente


esquece isso!


é só o amor..

quinta-feira, 10 de junho de 2010

...

ela me disse que o meu não era redondo, não tinha começo nem fim, que ecoava por dias dentro dela...


ela me disse que o meu sim era retilíneo, prolongava-se no meu sorriso, em rumo ao infinito...



minhas respostas para ela nunca teve um final, terminava com as reticências...


sem muitos padrões e com muitos intervalos...




"tão desconexo" ela dizia...



bem ou mau...

mar-cante...




são nesses três pontos finais
que encontro
a finitude

segunda-feira, 7 de junho de 2010

escudolisante

O Escudo

Los Porongas

Composição: Diogo Soares / João Eduardo / Jorge Anzol

Meço pelo verso
Meu avesso
Sou inverso
Sou metade com inteira dor

Meço o avesso do verso
E descubro o inverso
Imerso no meio da metade
Que eu ousei partir

Eu não sou daqui
Eu sou de Plutão
Sou um praça em combate vão
Sou galáxia

Quando muito digo
Eu me calo e o meu silêncio é raro

Eu vou
Vou não
Não sei
Sei que nada é que não sei

E sinto muito
Por muito sentir
Meu descuido
Não saber mentir
Tenho escudo

Quero uma escada
De preferência sem degraus
Levo emprestada
Trago depois do carnaval

quinta-feira, 3 de junho de 2010

imensalisante

a todos os convidados pretendo servir champagne nessa noite cuja lua está explicitamente linda.

e quando ela se convenceu que sua história era verdade fez todos acreditarem nisso..

inevitável nos cruzarmos pelos corredores desse asqueroso recinto o qual estou preso,

o real se concretizou, esse real que sempre existiu dentro dela preparou suas velas para navegar nesse mundo.

universos paralelos se cruzando.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

uólisante

sempre ou às vezes...tanto faz
como também um dia; tanto fez
o máximo que coube nesse - tanto
intenso tamanho que tomou o tonto

é só um t
aquele que rima com o v
o v que um dia viu
o ~ e o primo

desconectado
desplugado
desde que o passado
foi embrulhado pra presente

não vem com pressa
já conheço essa reza
não precisa gritar
o ritmo me faz dançar

caia pra lá
já que essa sim
caiu na do caio
nadaram pro cairo
deixou a clara
clareando os marcos
de um marcos
que talvez a vanessa
conheça

pare
olhe
siga

eu obedeço cada coisa!

eu desejo tanta coisa!

eu sou tanta coisa!

velha estante de livros
que suportou minha poeira por esses anos esquecido, abandonado, quieto .
eu
mais um entre muitos estáticos livros não lidos quero me despedir desses tédiosos dias imóveis, tratado como um móvel dessa sala vazia. meu conteúdo desprezado, por visitas admirado, por uma mão nunca aberto, nem bem nem mau tratado.
um livro suicida
sou
suou bem
.adeus velha estante de livros.