sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Eles sabem ( Todo mundo sabe!! )

Os morangos vermelhos escolhidos
E o camelo lindo que enfeita o maço
Também o copo que você não encheu com líquido
E os caninos afiados daquele garfo

O ar que trouxe tarde pr'aqui dentro frio
E o guardanapo sujo que foi muito amassado
O som que encheu o quarto vindo do seu riso
E a água que deixou o seu rosto molhado

Eles sabem porqu'eu
Amo seus lábios
Lavam os meus
Se calam num beijo:

- eu te convido.

Só os morangos que estavam escondidos
E alguns camelos, que de fato, são dromedários
Os poucos copos que ainda sobraram vazios
Além dos pêssegos maduros não descascados.

O ar que não entrou quando fechei o vidro
E a toalha que restou na colcha, impecável
As palavras que faltaram aos meus ouvidos
E o calor que não suou o seu corpo intacto

Não sabem como eu
Amo seus lábios
Lavam os meus
Se calam num beijo bem-vindo

espero ou (des)espero

Espero que a esperança pendure
Partes pautadas por mais que perfure
Desafoguem planos passados
Pacíficos passos espantados

Espero que a espera serene
Não haja mais alardes e sirenes
Tragos e estragos formam-se
A esperança diz : foda-se

Esperar, aguardar, vai passar
Desesperar, invadir, já passou

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Sem fé mas com afeto

Ele já nasceu, já está no mundo. De uma hora para a outra você percebe, ele invadiu o seu mundo. Muita gente já passou por ele ou já ouviram dizer alguma coisa, é sempre ele que vem ao encontro. Silencioso e eficaz quando se trata de travar alguém. Em alguns momentos você pode desejar que ele se afaste, em outro vai querer que ele te arraste. Pode ficar contigo alguns dias, meses ou até anos, nunca se sabe quando ele irá partir portanto o melhor que se tem a fazer quando perceber sua presença é aproveitar cada minuto sem ar, cada palavra doce, e todos os contratempos que num futuro próximos serão tão bobos, enquanto a areia que atravessa a ampulheta sentencia o fim.

Sem fôlego de continuar a Série PRN

O que antes parecia uma boa ideia, fazer 4 poemas inspirados em 4 sentimentos ( angústia, ansiedade, incerteza e medo), agora não faz mais sentido. Talvez porque passei um bom tempo sem escrever, e agora não me sinto mais nessa sintonia.
Eu tinha assistido uma entrevista com um psicólogo que dizia sobre esses 4 sentimentos inatos ao ser humano. Não concordo com isso, não agora, não mais.




Acreditando..