quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Série PRN-2

Pra esse, não adianta nem convidar
Um passeio qualquer não vai aceitar
Olhando pra baixo ele acredita estar
Se prevenindo de infortúnios encontrar

Mas além disso ele carrega o mais forte
O cruel dos medos, o pior do que o da morte
O que anula suas vontades e desejos
Nada neste mar sem abraços e beijos

Ao fechar a porta pra si, pra existir
Deixa de arriscar e talvez até conseguir
Seus olhos baixos e o andar calado
De perto vejo um possível culpado

É difícil oprimir, rejeitar ou algo assim
Um moço que dirá perto do seu fim
Decepções, erros e acertos eu desconheço
Porque nessa vida eu parei no começo

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