sábado, 31 de outubro de 2009

Ficção (ou não) 2


Ela caminhava pela calçada, mais uma noite com um objetivo quase impossível, se perguntava porque aceitava mais uma vez obedecer seus vícios, tentava se lembrar da última que mandou em si própria. Alcançar, conseguir, ter, eram verbos que cirandavam por sua mente, aquela dança de metas foi se tornando uma atitude automática e tentada pelo vazio de uma mente repetitiva prestou atenção no céu estrelado da noite, aquele azul-marinho imenso por trás dos postes e prédios que enxergava. Olhou os diferentes feixes luminosos do céu, a lua por completa reluzente, sentiu-se vigiada e seguida pela estrelas. Já havia visto muitas estrelas em toda a sua vida, mas naquele noite elas pareciam se comunicar. Os diferentes tamanhos, as luzes tão longe, várias, várias luzes, caminhos, guias, de cima vigiam os passos, clareiam a escuridão da noite, organizadas harmoniosamente em seu espaço infinito, formam figuras reconhecidas por nossa incessante razão que insiste compará-las à algum registro na memória. De fato são lindas, ela pensa em inverter o jogo, em segui-las, estão lá, às vezes cobertas por nuvens, mas continuam lá, ela se sente segura com as novas companheiras. Fecha os olhos, consegue vê-las claramente, não precisa mais dos olhos, estrelas e ela estão em perfeita harmonia, não precisa conversar com elas, entende e conhece as estrelas, não pensa mais em alcançá-las, a distância entre elas não parece existir. E as preocupações de outrora? Uma vaga lembrança confusa invade sua mente, o costume da preocupação dessa vez dá espaço a não necessidade de explicação. Ela está nas estrelas, ela é as estrelas.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Sexta-feira premiada

Boa compania no começo da tarde s2, sem trânsito, boas ideias, bons amigos, cervejas, comida barata, tempo bom e boa sorte!
Que dia bom!

"tudo pode ser, nada vai acontecer, não tema, esse é o reino da alegria"

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Dia de perdigotagem

Ahhh.... dia de perdigotagem é dia de perdigotagem apenas! Quero manda um salve pro Bruno ( que sumiu no meio do role) e pro Dú ( que fico mto loco que nem eu, mas ele fica rosa)
Ainda tem restícios da nossa pichação!!
É sempre tão legal.

"Atrás do arranha-céu tem o céu tem o céu
E depois tem outro céu sem estrelas
Em cima do guarda-chuva, tem a chuva tem a chuva,
Que tem gotas tão lindas que até dá vontade de
comê-las"


segunda-feira, 26 de outubro de 2009

O maior de todos!

Não aguento mais! Hj foi demais! Absurdo, irreal! Desumano! Peguei o ônibus no Armênia as 17h (até ele chegar, pegando chuva, o terminal não é coberto), chego na facul as 22h! Brunets durmiu as 2 primeiras hrs, eu tentei durmi, tentei ler, mas fiquei olhando pela janela, fazendo desenhos com o dedo no vidro suado da janela, o cel da Bruna toca, ela acorda e diz : "não estamos nem na metade do caminho!" Pois é!? ouvimos histórias engraçadas, ficamos com raiva, com fome, ficamos conformadas, vimos os detalhes antes despercebidos da Dutra e ainda bem que o ipod teve bateria suficiente..

Chegamos finalmente, nem sentindo o gosto do cachorro-quente (quente mais ou menos) subo o morro p chega na facul, vejo o povo da minha sala saindo da aula! PQP! N posso mais fltar de segunda-feira, vo direto explicar a situação p prof ( super bacana!), que ( deve ter se comovido) me ofereceu carona até o tietê ( claro que eu aceitei). Cansada??? Ahh magina!

Perdi meu dia, mas podia ter sido pior...

domingo, 25 de outubro de 2009

três anos, já?!

Festa!!! Comi e bebi bem, dei muita risada, fofoquei horrores, me senti velha, todos ao redor eram tão queridos ...
Frases perdidas:
Eu: Para de falar essas coisas, parece velha. Paula: Olha o respeito, te peguei no colo menina..
Isa: A moranguinho é tão linda né tia Má? Eu: É sim, igual você!
Eu: Vocês ainda vão ficar juntos. Anderson: Se sua macumba pegar, você tá ferrada.
Eu: Vou na sua casa quinta-feira! Ondina: Vai a merda menina, vai nada!
Pai: Lembra? Você era igual.. Eu: Ahh é?!
Célia: 25 mil, 6 meses ... Eu: Ahh é?!

Lembro o que fiz há três anos atrás, passei na banca de jornal pra ler as manchetes (delei) vi e comprei a Rolling Stones Br nº1 ( a barriga da Gisele me convenceu fácil), entrei no hospital e fui direto ver a criatura, linda, foi fácil. As conseqüências do fato: revelei o meu lado sentimentalóide..

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Just (_______)

Que doidera sonhar com uma obra do Sol Le Witt, o pior, sonhar que está dentro com mais um monte de gente perdida louca. Será que estou estudando muito e ficando louca? ou meu subconciente quer me dizer algo? ou foi só mais um sonho entre tantos que não me diz nada ( o mais provável né, querida)? Bom, o que sei é que foi divertido, particular, fantasioso, minimalista rs..
Fechou bem o dia denso de hoje.
Meu cenário por alguns minutos que pareceram uma vida:






Crer para ser


Realmente gosto das minhas ilusões, contingentes, a possibilidade de tornam-se realidade, o errado certo. Quero ficar por aqui por mais um tempinho. Um dos caras que mais respeito disse uma vez : imagina a vida como um deserto, onde passa-se por vários oásis, o percurso entre um oásis e outro depende da quantidade de água que se pega para te manter até o próximo oásis. Na verdade ele usou a palavra conhecimento ao invés de vida. Mas adaptando, estou a caminho do meu próximo oásis e minhas ilusões, minha água, vai manter minhas esperanças.


DEIXE-SE ACREDITAR
mombojó

Eu quero um samba pra me aquecer
Quero algo pra beber, quero você
Peça tudo que quiser
Quantos sambas agüentar dançar
Mas não esqueça do seu trato
Da hora de parar
Só vamos embora quando tudo terminar
Eu vou te levar aonde você quer chegar
Eu tenho a chave nada impede a vida acontecer
Deixe-se acreditar
Nada vai te acontecer
Tudo pode ser
Nada vai acontecer, não tema
Esse é o reino da alegria

Esse é o reino da alegria
Esse é o reino da alegria
Tudo pode ser
Nada vai acontecer, não tema

Esse é o reino da alegria
Esse é o reino da alegria
Esse é o reino da alegria
Tudo pode ser
Nada vai acontecer

Eu quero um samba pra me aquecer
Quero algo pra beber, quero você
Peça tudo que quiser
Quantos sambas agüentar dançar
Mas não esqueça do seu trato
Da hora de parar
Só vamos embora quando tudo terminar
Eu vou te levar aonde você quer chegar
Eu tenho a chave, nada impede a vida acontecer
Deixe-se acreditar
Nada vai te acontecer
Tudo pode ser
Nada vai acontecer, não tema
Esse é o reino da alegria

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

feliz, feliz, feliz.. n consigo nem disfarçar


con - cor - dancia
|____|____|
com cor dança
|____|____|
com cor se dança


o sem sentido aguça meus sentidos, sinto que sentir muito já não faz parte de mim, o sentir intensamente retorna ao seu posto, sinta-me, ainda estou por perto.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Eu não sei

Sentei ao lado de uma senhora no trem hj, o primeiro lugar vago que vi, nem prestei atenção na senhora do lado da janela, mal imaginava o que aquela atitude automática me levaria. A mulher que parecia ter por volta de seus 60 anos olhou pra mim, deu uma risadinha e mirou os olhos para o chão, eu nem liguei a principio ( sou craque em fingir que estou distraída ), até que ela começou a puxar assunto, logo pensei "me ferrei vou passar a próxima meia hora ouvindo desgraça", falou sobre os filhos, a casa, o marido, não prestei atenção mas lembro que fiquei o tempo todo olhando para ela, o que deve ter feito ela criar confiança em mim, a certa altura de confidencias eu perguntei sobre o que quer, o que planeja para ela, a principio falou que queria que os filhos arranjassem empregos bons, o marido parasse de beber, então reformulei a pergunta, "mas e pra você, o que quer para você", ela ficou por instantes quieta, percebi que iria começar a falar, mas não disse nada e voltou o olhar pela paisagem em movimento. Sinto que fiz aquela senhora refletir pelo menos por algum tempo sobre ela, o que me deixou satisfeita tb por algum tempo.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Ficção (ou não) 1

Estava na frente da casa azul, novamente, dessa vez resolveu esquecer as trapaças, o descaso e as mentiras. Esteve fora por muito tempo, passou por momentos incríveis e alguns nem tão bons assim, analisou seus erros, imaginou hipóteses, enriqueceu sua mente, ouviu histórias, chorou na chuva, dançou na grama num domingo de sol, pensou muitas vezes em voltar, até que se sentiu pronta. Olhando as janelas, do jeito que deixou, a porta principal estava mudada, as rosas da entrada pareciam as mesmas, só pareciam, ela sabia que muitas coisas haviam mudado, que haviam nascido e morrido rosas no seu canteiro desde que tinha saído fugida da casa azul. Respirou fundo e tocou a campainha, esperou alguns segundos que pareceram horas até ele abrir a porta. Os dois se olharam, imóveis, e por algum tempo esperaram a iniciativa do outro para começar um diálogo, então ela finalmente disse "que saudade!", ele tentou disfarçar os olhos úmidos e a abraçou. Eles eram ligados, não esperavam mais a perfeição ou do outro, estavam livres, nesse exato momento só queriam a companhia um do outro. Era a filha que sabia que podia contar com o pai, era o pai de recebia de braços abertos o retorno da eterna filha. Não havia ilusões, estavam cansados disso, os dois conheciam a instataneidade do momento escondida na brevidade da vida.

sábado, 17 de outubro de 2009

Chovendo


Chovendo a água apenas escorre
na sua velocidade não para e nem corre,
gotas que molham anel e colar
hidratam terrras, umedecem o ar
Se irritadas derrubam barracos
levam árvore, carros e barcos

Oh chuva que apavora os fracos
A tristeza me acompanha com os cacos
Gotas que levam sonhos, que lavam almas
mostre me seu ritmo, seu balanço sua calma
Lembre-me do cheio de grama molhada
Da história incompleta e complicada

Mais uma noite te escutarei,
em mais devaneios te incluirei
Água que vaza entre meus dedos
enquanto a juvenil vontade de detê-los
Mantém minha mão pela janela
quero pegar a água, quero pegar ela


sexta-feira, 16 de outubro de 2009

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Vamos juntos!



Desde que as férias acabaram (e olha que foi no meio de agosto) sentia que estava fazendo por fazer a facul, indo pra lá sem todo aquele ânimo e interesse do começo do ano. Antes fosse só para as aulas, estava mesmo uma preguiçosa com pensamentos dispersos. Mas hoje meu amigo me enviou um link que me fez lembrar das milhões de possibilidades que tenho, por que mesmo me interesso por História da Arte? De que modo vou me divertir e ajudar o próximos com o que deveria estar aprendendo? Meu pai sempre diz que os empregos essencialmente existem para facilitar a vida do outro e como recompensa do tempo dedicado recebemos dinheiro que gastamos com o serviço de outra pessoa, é o sistema (Será?). Agora voltando as possibilidades, o futuro, estou me dedicando tão pouco, estudando tão pouco, querendo tão pouco. O pior são as conseqüências de se satisfazer com pouco, acostuma-se com o mediano e com o passar do tempo esquece das possibilidades. Confesso que, agora consigo ver, eu estava me importando com cada coisa viu!? me irritando com cada palavra torta, exigindo tanto de quem não tem nada a ver... " Eu sou mil possíveis em mim; mas não posso me resignar a querer apenas um deles."- Roger Bastide. Foi bom passa esse tempo escuro e confuso, ajudar meus outros eu a se afirmarem, mas por hora quero me dedicar as minha metas e os planos que já tinha começado a esquecer. Afinal estamos na primavera, apesar de chuvosa é primavera! Obrigada marido!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Família e, família a, família...


Voltando da praia e lembrando do dia de hoje me entorpeço com a boa sensação de estar em família. Não só pela ligação de sangue que temos, mas percebo minha sorte de conviver com essas pessoas. Todo mundo sabe da vida de todo mundo, claro que com suas particularidades e eventuais segredos, mas por conhecermos os nossos jeitos e gostos, nos elogiarmos e nos xingarmos, a relação biológica se torna menos importante do que a ligação de respeito e compreensão mútua. A gritaria (todos querem ser os donos da razão, principalmente eu), as discussões (freqüentes pelo fato de sabermos o que dizer ao outro caso nos enfadarmos do debate), o vôlei na rua (competitivos), a dificuldade para dormir (roncos), perguntas indiscretas (costumava ficar mais sem graça, mas adquiri habilidades de contornar a situação), horários estranhos ( acordam às 6h, caminham, café da manhã às 8h e almoço pontualmente ao meio-dia) e conversas sobre a novela, costumavam ser motivos de discórdia, hoje foi tão natural e tão simples. Os 77 anos da minha avó, o convite para ir à casa de praia, o trânsito, a música do carro, tudo tão comum, tudo tão raro.

domingo, 11 de outubro de 2009

Testando 1

Quero escrever, não importa se alguém irá ler, se gostarem ou se sentirem indiferentes. De um tempo pra cá tenho feito muitas coisas só pra mim, se eu fosse uma loja teria uma placa escrito: fechado para balanço. Aquele forte seguimento do pensamento oriental sobre o auto conhecimento ou a idéia de começar a mudar o mundo se mudando, não sei ainda. Quero me organizar, e a minha melhor forma de fazer isso é escrevendo.