quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Ficção (ou não) 3

Voltando de mais um dia cansativo de trabalho, andando pela calçada e olhando seus pés, ela percebeu que não fazia idéia para onde estava indo. Esqueceu seu caminho. Qual será o melhor percurso para chegar não sei aonde? Ela olhava ao redor, reconhecia o que a rodiava, não profundamente, conhecia o ambiente como se conhece um vizinho que cumprimenta com um seco oi ou com um aceno morto todas as manhãs. O barulho que a rua fazia era familiar, as buzinas, as vozes misturadas formando uma sinfonia popular de assuntos banais até mesmo a disposição das casas e lojas ela entendia, sentia e por isso sabia que lá não era seu lugar. Onde será seu lugar? Estranhava-se com a superficialidade contida nas relações que se propunha com o lugar. O ar que entrava em seu nariz por obrigação, alimentava seus pulmões pela força natural forçada que a mantinha viva. Mesmo seus pés caminhando sem direção, tentando formar alguma relação a cada passo, se moviam rápido, estavam desconfortáveis, desejavam o desconhecido, o destino. Esse desconhecido era mais o que mais faziam seu sangue correr rápido, ela queria sair daquele lugar, abandonar, cortar os laços curtos, sentir o vento entrar pelas narinas, os pés afundarem no solo, o pensamento se unir a realidade, ela queria tanta coisa.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Encomendei um não para hoje


Untitled (Not), from the Untitled Portfolio, 1985
Photo-offset lithograph and serigraph on paper
20 1/2 x 20 1/2 in. (52.0 x 52.0 cm)
Smithsonian American Art Museum, Washington D.C

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Quem apagou a luz?

Apuros ontem! Tudo escuro no metro. O metro não tem previsão de funcionamento. Blackout em SP. Como vou pra casa? Ônibus? Qual? Tudo escuro, sozinha, me ferrei! Calma, liga pro seu pai. O celular não funciona! Que merda, vou ter que me virar. Bom, vou até Sacomã e de lá tenho certeza que chego em casa. Ufa, cheguei no terminal de Sacomã. ( Passam-se 40 min.) Nossa tá demorando né!? ( Passam-se 1h10) Que fila enorme, ainda bem que estou no começo e vou sentada. Chegou o ônibus! Ele estava batido e sem freio, não embarcamos. 20 pra meia noite até então, bom, daqui 20 min. chega o próximo. Nisso conversando com o pessoal por perto, pra situação não ser tão tensa, dando risada e abstraindo um pouco. Finalmente entramos no ônibus, mega lotado. Andando super devagar, fui o caminho todo pensando que a qualquer hra ia quebrar. O momento mais tenso de todos foi passando por Heliopólis, eu conversando olhando em direção ao cara do meu lado, de repente escuto um estardalhaço, jogaram uma pedra da janela do ônibus! Imagina isso!? Ainda bem que ngm se machucou, exceto uma moça loira que vestia rosa que ficou assustada e começou a chorar, e até a hra que eu desci não tinha parado. Passando pelos pontos sem parar, já que não cabia mesmo mais ngm! Por Mauá, dava para escutar os alarmes, o povo lá aproveitou para aumentar a renda, uma forma de indenização rs. Como já disse estava sem cel, tive que ir para casa à pé! Uns 10 min andando por um breu, a noite estava linda e fresca. Me esperando na portaria, ufa, meu pai! Que bom estar em casa.

terça-feira, 10 de novembro de 2009


Veja você ...




Veja você, onde é que o barco foi desaguar
A gente só queria um amor
Deus parece às vezes se esquecer
Ai, não fala isso, por favor
Esse é só o começo do fim da nossa vida
Deixa chegar o sonho, prepara uma avenida
Que a gente vai passar

Veja você, onde é que tudo foi desabar
A gente corre pra se esconder
E se amar, se amar até o fim
Sem saber que o fim já vai chegar
Deixa o moço bater
Que eu cansei da nossa fuga
Já não vejo motivos
Pra um amor de tantas rugas
Não ter o seu lugar

Abre a janela agora
Deixa que o sol te veja
É só lembrar que o amor é tão maior
Que estamos sós no céu
Abre as cortinas pra mim
Que eu não me escondo de ninguém
O amor já desvendou nosso lugar
E agora está de bem

Deixa o moço bater
Que eu cansei da nossa fuga
Já não vejo motivos
Pra um amor de tantas rugas
Não ter o seu lugar

Diz, quem é maior que o amor?
Me abraça forte agora, que é chegada a nossa hora
Vem, vamos além
Vão dizer, que a vida é passageira
Sem notar que a nossa estrela vai cair

domingo, 8 de novembro de 2009

Almoço de domingo

Voltei no tempo. Era como se eu tivesse uns 6 anos de novo, jogando com a minha irmã e meus dois primos, as parcerias continuam as mesmas. Por que passar tanto tempo sem se ver? Picuinhas, fofoquinhas, competição.. eee famíliaa! Que bom que estamos morando todos perto de novo ! Mesmo sabendo que a semana vai ser difícil estou tão confiante, integrada e bem.
Minha gratidão vai além ..

sábado, 7 de novembro de 2009

Se um não quer dois não brigam

Crises de choro noturnas, sangramento nasal, distanciamento da dignidade, lembranças desagradáveis, telefonemas desnecessários, conversas embaraçosas, mau humor, tudo isso poderia ter sido evitado. Mas como saber se gosta de azul sem conhecer as outras cores? Cadê meu ânimo? Onde foi parar minha coragem? E essa preguiça que me acompanha, não quero mais, para quem eu devolvo? Hoje só quero escutar músicas conhecidas, cantar as músicas que sei a letra decor. Ouvir histórias que já sei o final, assistir um filme reprisado na tv, fazer um suco de laranja com gelo e açúcar, ficar na sombra, me misturar na paisagem, desligar minha mania de traduzir meu pensamentos para o francês, não ler meus e-mails, não ler nada... Um dia de ócio que transcende a mediocridade, quem sabe eu finalmente aceite a razão de ser tão protegida.

Como prestar atenção em algumas verdades pode mudar seu caminho tão rápido, cansada viu.. Muita crise existencial para uma pessoa, quanto desperdício de tempo, quanta lamentação. Como queria ouvir "Relaxa, tudo vai dar certo" tão rotineiro do Erick, e acreditar mesmo que vai dá tudo certo.

Ontem mesmo tava falando com uma amiga como antes a gnt conseguia tudo que queria com boa lábia e desenvoltura, contornava a situação, e na maioria das vezes dava certo. Quero manter minha afinidade com coisas simples e fáceis. Ahh maturidade tão comentada ontem, já passei por algumas situações que me sacudiram, queria mesmo poder falar que aprendi pelo amor ao invés de admitir que escolhia o caminho da dor. Quando presto atenção na pressa que eu tenho por tudo entendo, juvenil. To parecendo aquelas velhas amarguradas com a vida, consciente disso. Pois é. Sua sintonia que me arrastou, me arrasou, e por essas e outras tenho certeza mais do que nunca que bastam lembranças para mim.

Aaiii como eu to chata!!!!!!!!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

A gente

Feriado ensolarado. Tudo tão claro para mim. Fico mais perto de mim msma qndo estou do seu lado.

Qse nunca a gnt se vê e qndo nos vemos te faço assistir um filme italiano em preto e branco ( VC DURMIU!) rs, te faço andar da consolação até o paraíso, te faço almoçar sozinho, me ouvir. Ai, ai .. Fato: tivemos mta sorte qndo nossas vidas se cruzaram.

s2